Bataguassu

Madalena da Silva Lima recebe a “Medalha Diva Câmara Martins”, em Bataguassu

Em uma noite de celebração e reconhecimento, a senhora Madalena da Silva Lima foi agraciada com a prestigiosa Medalha Diva Câmara Martins. A solenidade, que homenageia personalidades que contribuíram significativamente para a história e o desenvolvimento de Bataguassu, ocorreu na noite de ontem (15), nas dependências do Clube da Melhor Idade.

​A medalha reconhece a trajetória de vida e o empenho de D. Madalena, uma mulher cuja história se entrelaça com o desenvolvimento pioneiro da região.

​Uma vida dedicada à família e à região

​Madalena da Silva Lima nasceu em Camapuã, em 17 de julho de 1933. Órfã de mãe cedo, foi criada com carinho por sua avó materna. Sua jornada a trouxe para Bataguassu aos 20 anos de idade, após morar em Ribas do Rio Pardo e retornar a Camapuã.

​Aos 22 anos, D. Madalena casou-se com o pecuarista Aldemir Cecílio de Lima (in memoriam), na Capela da Fazenda Figueira, em uma cerimônia celebrada pelo Frei Luiz, da ordem dos capuchinhos. O casal, descendente do pioneiro Manoel da Costa Lima (responsável pela abertura da estrada Campo Grande-São Paulo), construiu uma grande família, tendo quatro filhas — Terezinha, Marlene, Regina Maria e Maria Cecília — e somando hoje nove netos e dezessete bisnetos.
​D. Madalena detalha com entusiasmo a rotina da vida na fazenda, que envolvia plantar horta, criar animais e conservar a carne por dias, através de técnicas como a fritura em banha. “Eu não achava difícil, para mim era bom e fácil”, recorda.

Testemunha da evolução municipal

​D. Madalena e seu esposo, carinhosamente chamado de Ziza, foram importantes na vida da fazenda, que à época servia como ponto de encontro para celebrações, com padres realizando casamentos e batizados, e onde professores vinham de Campo Grande para alfabetizar as crianças.

​Ela recorda momentos cruciais da história local, como a passagem de Enio Martins e D. Diva por sua fazenda em 1952, quando se mudavam para Bataguassu, e a convivência com personalidades como o mecânico alemão Matukite e o primeiro prefeito Ladislau Deak.

​D. Madalena é uma testemunha viva da transformação de Bataguassu:

• ​Inicialmente um “pequeno lugar no meio da floresta” com pouca infraestrutura.
• ​Os postes de iluminação de madeira e a energia elétrica fornecida por gerador que se apagava às 22h.
• ​A pequena Igrejinha de madeira na praça, liderada pelo Frei Luiz.
• ​A travessia do Rio Paraná por balsa, antes da inauguração da Ponte Hélio Serejo em 1965, e o movimento no antigo Porto XV de Novembro.

​Após morarem na fazenda até a idade escolar das filhas, a família se mudou para Bataguassu e, posteriormente, retornou ao município.

“Hoje, se vê a cidade de Bataguassu bem mais evoluída com mais estrutura, em muitos aspectos, bem mais completa e acolhedora, um ótimo lugar para se viver.”

​A Medalha Diva Câmara Martins é um merecido tributo a Madalena da Silva Lima, cuja vida de trabalho e dedicação ao lado de seu esposo Aldemir Cecílio de Lima contribuiu para a história e o desenvolvimento de Bataguassu.

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