O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), iniciou nesta sexta-feira (20) a fase de preparação intensiva para a Operação Pantanal 2026. Com a experiência de anos anteriores e a previsão de um inverno rigoroso sob influência do fenômeno climático El Niño, a estratégia deste ano aposta na modernização tecnológica e em ações preventivas de manejo de solo para proteger o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica.
Entre as principais novidades está o teste de novos drones com sensores de rastreamento térmico, capazes de identificar focos de calor ocultos sob a vegetação densa. Além da tecnologia, o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), major Eduardo Teixeira, destaca que o momento é de “pré-temporada”, com foco total no treinamento de militares e na instalação de brigadas de incêndio em propriedades rurais. Essas brigadas locais são fundamentais para uma resposta rápida, aumentando a resiliência das comunidades pantaneiras diante de possíveis sinistros.
Uma das táticas mais importantes para 2026 é a queima prescrita em unidades de conservação, como o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e as Nascentes do Rio Taquari. A técnica consiste em queimar o material combustível (vegetação seca) de forma controlada e em períodos de clima favorável. “O fogo faz parte do ecossistema do Cerrado e do Pantanal. O manejo planejado permite reduzir o impacto à fauna e flora, evitando que incêndios acidentais se transformem em grandes desastres”, explica o major Teixeira.
O cenário exige atenção redobrada: o início de 2026 já registrou focos isolados em Corumbá e na Serra da Bodoquena devido ao baixo índice de chuvas. Com a manutenção da rede de bases avançadas em locais estratégicos do Pantanal, o governo espera manter a tendência de redução de áreas queimadas registrada no último ano. A logística inclui o pronto emprego de aeronaves e o monitoramento constante por satélite para garantir que o Estado esteja preparado para o período mais crítico da estiagem.

