Fonte: A Crítica / Foto: Ascom – Prefeitura de Bataguassu
A Zona de Processamento de Exportação de Bataguassu será inaugurada na quinta-feira (25), tornando o município o primeiro do país com modelo 100% privado nesse formato. A estrutura de 2 milhões de metros quadrados totalmente alfandegada já conta com duas empresas confirmadas e negocia a instalação de outras quatro, incluindo um projeto de data center que pode se instalar em raio de até 23 km da área.
Bataguassu se tornará o quinto município brasileiro a contar com uma ZPE. A BioTube, empresa de alternativas ecológicas aos plásticos descartáveis, e a BioFas, do setor de engenharia agroindustrial, já confirmaram instalação no local.
Data center em negociação
O centro de processamento de dados começou a ser discutido pelo ex-secretário e economista Jaime Verruck, quando ainda estava à frente da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), e integra diretrizes estratégicas da pasta
Verruck destaca que a ZPE de Bataguassu tem características que favorecem esse tipo de empreendimento, que não precisa necessariamente estar dentro da zona, podendo se instalar em um raio de até 23 km da área alfandegada.
‘Mato Grosso do Sul ganha um ativo estratégico para captação de novos investimentos de uma maneira crucial. Quando eu estava na secretaria, identificamos que a ZPE pode ser um grande atrativo para trazer data center, como aquele que está sendo montado em Ivinhema, que não está na ZPE. Primeiro pela disponibilidade de água que nós temos em Bataguassu e pelo potencial de energia limpa’, afirmou.
Posição estratégica e alfandegamento
O município foi escolhido por estar em posição estratégica, com ligação ao Paraná, São Paulo, Goiás, Paraguai e países do Mercosul. A ZPE funciona como área de livre comércio com o exterior e zona primária de controle aduaneiro.
De acordo com o presidente da ZPE Bataguassu, Germano Augusto Silva, o objetivo é transformar a área em um dos principais polos industriais voltados à exportação do agronegócio brasileiro, em uma estrutura totalmente alfandegada que agiliza a liberação de cargas.
‘A expectativa na verdade é trazer geração de emprego, trazer oportunidades para as pessoas em Mato Grosso do Sul. Desenvolver o país, na exportação você vai ter uma competitividade muito maior, tendo os benefícios fiscais que o governo federal está trazendo’, afirmou.

